
A lógica do capitalismo e as inovações tecnológicas têm excluído cada vez mais indivíduos. A troca da mão-de-obra humana por máquinas, aliado a fatores sociais (desigualdade, má distribuição de renda, entre outros), tem impedido o Estado de promover o pleno emprego entre os membros da sociedade. Obrigando os indivíduos a procurar um meio alternativo de sobrevivência.
Muitos encontraram (encontram) na venda informal seu meio de sobrevivência. Os chamados camelôs. Comerciantes ilegais, principalmente nas grandes e médias cidades, que se instalam em pontos estratégicos para venda dos seus produtos.
Com o surgimento desse grupo, surgiram também alguns problemas. A concorrência dos ambulantes com o comércio tradicional; a ocupação do espaço físico, ocasionando disputa com as pessoas que ali transitam; o embate com as autoridades; sua representação na economia do Estado; Todos esses motivos levou à Prefeitura de Belo Horizonte a criar, em 2003, o Código de Postura.
Criado com o objetivo de reordenar a utilização do espaço urbano pelos cidadãos, principalmente quando se refere ao comércio ambulante, o Código de Posturas, regulamentou, também, um espaço de atuação para os camelôs. Reunido todos os ambulantes em determinados locais regulamentados.
Passado quatro anos de “legalização”, algumas questões ainda não foram respondidas.
Os produtos comercializados são de procedência duvidosa. Muitos contrabandeados de outros países, principalmente da China, que já detêm o terceiro PIB (Produto Interno Bruto) mundial.
Outra questão é a suspeita de formação de grupos especializados nos Shoppings Populares. Segundo alguns camelôs, 40% dos estabelecimentos estão nas mãos da máfia chinesa.
Os produtos comercializados são de procedência duvidosa. Muitos contrabandeados de outros países, principalmente da China, que já detêm o terceiro PIB (Produto Interno Bruto) mundial.
Outra questão é a suspeita de formação de grupos especializados nos Shoppings Populares. Segundo alguns camelôs, 40% dos estabelecimentos estão nas mãos da máfia chinesa.
Visto tudo isso, cabe a nós refletirmos sobre uma terceira questão, talvez mais grave ainda. Qual a postura dos meios de comunicação em relação a todo esse processo? Desde a implementação do Código, até, e principalmente, na questão da existência, ou não, das máfias. Já que ela, a imprensa, é um instrumento de informação social ou pelo menos deveria sê-lo.
Ao procurarmos publicações no maior jornal de Minas Gerais, o Estado Minas, encontramos algumas publicações sobre Shoppings Populares e comércio ilegal. Em que ressalta a máfia chinesa, sua chegada e fixação na capital mineira, além do contrabando nos Shoppings Populares.
O que fica mais evidente no jornalismo de hoje, especificamente no jornal analisado, é a falta de continuidade no processo de determinadas ações. Ou seja, a denúncia não é acompanhada até sua conclusão. Posteriormente, surgem outras matérias explicitando o contrabando e a máfia chinesa, novamente, e da mesma forma não são publicadas mais notícias sobre o término do fato mostrado.
O que fica mais evidente no jornalismo de hoje, especificamente no jornal analisado, é a falta de continuidade no processo de determinadas ações. Ou seja, a denúncia não é acompanhada até sua conclusão. Posteriormente, surgem outras matérias explicitando o contrabando e a máfia chinesa, novamente, e da mesma forma não são publicadas mais notícias sobre o término do fato mostrado.
O grande problema que vemos em tudo isso, talvez seja a formação de uma opinião errada pelos cidadãos. Ou que caiam num senso comum.
Uma pergunta, que pode ser alvo de futuros estudos, nos intriga neste momento. Por que essas notícias não são divulgadas de forma esclarecedora para a sociedade?
Por, André Luiz.

